Um pedaço da pecuária japonesa reside em Americana (SP)

Um pedaço da pecuária japonesa reside em Americana (SP)

Carne de gado japonês conquista paladar da alta gastronomia e oferece chances para o pecuarista driblar a crise. Evento também sedia a Exposição Nacional da raça

Em meio à cidade de Tóquio, no Japão, restaurantes de diferentes províncias disputam carcaças campeãs em uma exposição que acontece a cada cinco anos, e chegam a desembolsar US$ 1.000,00 por apenas um quilo da carne do bovino nipônico, assunto que ganha na mídia local.

A primeira experiência dos brasileiros com a raça milenar ocorreu na década de 1990, com a importação de 200 embriões e 5.000 doses de sêmen dos Estados Unidos. Guardada a sete chaves, o mundo só conheceu o Wagyu depois de um acordo firmado entre Japão e Estados Unidos.

“No Brasil, um quilo do Kobe Beef, o contrafilé de Wagyu, pode custar R$ 600,00, dependendo do grau de marmoreio”, informa Daniel Steinbruch, proprietário da Fazenda Angélica e da marca Kobe Premium, em Americana (SP), presente em boutiques e restaurantes, principalmente, da capital paulista.

O jovem empresário investe na criação de gado nipônico há mais de uma década e seu objetivo é ampliar o plantel de 500 animais – o maior entre os criadores brasileiros – e, consequentemente, elevar a oferta de cortes especiais. Este é um mercado que caminha na contramão da crise econômica, crescendo 35% ao ano.

Steinbruch abate 150 animais por ano, mas tem a meta de aumentar este volume para 50 animais por mês. Para tanto, o jovem criador utiliza biotecnologias inovadoras como a Fertilização In Vitro (FIV) e apoia-se em parcerias para conseguir o volume de bovinos desejado.

Assumindo a compra dos bezerros das vacas comercializadas em seu leilão anual, ele paga seus fornecedores com até 2,2 vezes sobre o valor da arroba convencional do boi gordo. Em setembro, a 6ª edição do Leilão Kobe Premium contou com a presença de 500 pessoas, entre criadores, pesquisadores, profissionais e novos investidores. Foi a maior oferta da raça no ano.

O remate movimentou R$ 370 mil em poucas horas, com a venda de 24 lotes, sendo 20 fêmeas, 20 doses de sêmen, 1 touro e 1 garrote. O lote mais valorizado foi arrematado por R$ 26.400,00. O evento também foi palco da Exposição Nacional da Raça Wagyu, que reuniu 50 animais oriundos dos estados de São Paulo, Goiás e Minas Gerais e Rio Grande do Sul, muitos dos quais pertencentes a integrantes do programa de fomento criado pela Fazenda Angélica.

Foi neste evento que o empresário Átila Camilo de Godoi, da Fazenda Seikon, sediada no município

Daniel Steinbruch, da Kobe Premium, e George Gottheiner, da Associação Wagyu

de Guaraí, também do interior paulista, ingressou na criação de Wagyu. “Os eventos promovidos pela Angélica oferecem muitas oportunidades de negócio, desde a entrada no mercado de genética até a participação no programa de fomento da raça”, atesta o criador.

No momento, o plantel de Godoi conta com 80 animais. O remate também atraiu criadores que também apostam em cortes de marca própria, como é o caso do Haras Rancho Tokarsky, de Brasília (DF), que trabalha com Wagyu cruzado com outras raças, ao contrário da Fazenda Angélica, que prefere abater exemplares puros e 30% mais valorizados.

A propriedade já criava outras raças de bovinos, ovinos, equinos e resolveu começar no Wagyu há dois anos, motivada pela experiência de seus proprietários ao consumir a carne.  “O mercado sempre foi promissor para todas as raças, mas percebemos que havia um público seleto para oWagyu. Então, decidimos investir”, relembra a médica-veterinária da propriedade, Sara Soares Mendonça, ressaltando a qualidade da genética da Fazenda Angélica, de quem comprou seis doadoras de embriões.

“Os animais comercializados nos Leilões Kobe Premium são filhos das 15% melhores vacas apartadas todos os anos na Fazenda Angélica e com escore de marmoreio acima de 6%”, explica Steinbruch. Empreendedor nato, ele sabe que para obter o melhor produto Kobe Premium necessita repassar a melhor genética aos fornecedores.

O gado abatido pelo Haras Rancho Tokarsky, por exemplo, vai ao gancho com 19@ aos 35 meses, em média, com 55% de rendimento de carcaça, números superiores à média nacional.

Certificação Wagyu

O encontro na Fazenda Angélica também foi palco do lançamento de dois selos de certificação idealizados pela Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu, atendendo exigências de restaurantes como o Aizomê e o Tessen, em São Paulo (SP).

“Muitos restaurantes servem carne do Wagyu, mas sem exigem certificação. O que estamos fazendo é criar um elo entre produtor e restaurante, garantindo o fornecimento de uma carne 100% rastreada e certificada, seja de animais puros ou cruzados”, afirma George Gottheiner, presidente da Associação Brasileira dos Criadores da Raça Wagyu.

Pecuária japonesa na capital paulista

Gottheiner participou recentemente do Taste Of São Paulo, um dos principais festivais gastronômicos do mundo, e ao perguntar a um público de 80 pessoas quem sabia que o Wagyu também era criado no Brasil só uma levantou a mão, mesmo existindo uma gigantesca demanda por essa carne no Brasil.

“O segredo para atrair novos investidores e consumidores está no paladar, razão pela qual é importante participar de eventos gastronômicos”, disse o presidente da associação. O marmoreio tão apreciado na pecuária japonesa e brasileira exige do animal mais de 300 dias em confinamento.

Os elevados custos com a alimentação, entre outros insumos, exigem que o criador assuma total controle sobre a produção, razão pela qual Daniel deve inaugurar, no primeiro semestre de 2018, um entreposto de desossa, terceirizando o abate.“O porcionamento da carcaça é quase artesanal, exigindo máximo aproveitamento dos cortes”, explica Daniel.

Gastronomia é destaque na 1ªEXPOAGRO e 11ª Nacional Dorper e White Dorper

Gastronomia é destaque na 1ªEXPOAGRO e 11ª Nacional Dorper e White Dorper

Com promoção da Associação Brasileira dos Criadores de Dorper (ABCDorper) e Monte Cogumelos, a 1ª ExpoAgro e 11ª Exposição Nacional das Raças Dorper & White Dorper devem atrair mais de 60 mil visitantes pela programação, que envolve leilões, julgamentos, balcão de negócios, shows e muito mais. Um dos destaques será a Arena Gastronômica, que compreende cursos sobre receitas elaboradas com carne de cordeiro e cogumelos de diferentes espécies.

A atração será comandada pela chef Fabi Prado, especializada em gastronomia funcional, ou traduzindo, mais saudável. “Ensinaremos desde preparos simples, como a paleta de cordeiro assada, até as mais sofisticadas, a exemplo do ragu de cordeiro. Dentre algumas receitas, teremos doces com cogumelos”, antecipa Fabi. Segundo ela, a proposta é desmitificar que apenas determinados cortes de cordeiro e cogumelos podem ser utilizados na culinária.

Para tanto, ela e outros 27 chefs renomados, dos quais muitos são ex-participantes de um importante reality show gastronômico da televisão, vão se desdobrar em uma sequência de cursos durante a exposição. Já confirmaram presença chefs de São Paulo, Valinhos, Campinas e região. Todas as receitas serão compartilhadas no livro Nacional Dorper e White Dorper 2017: Segredos e Receitas com Cordeiros e Cogumelos, que será lançado durante a mostra com tiragem inicial de 1.000 exemplares.

Em relação à carne de cordeiro, os cortes mais procurados nos restaurantes continuam sendo o carré, o stinko e a paleta, enquanto redes de fast food dão preferência ao hambúrguer. De qualquer forma, o consumo de carne de cordeiro ainda é tímido em comparação às proteínas. Segundo o IBGE, o consumo médio por habitante/ano é de apenas 1 quilo, enquanto que o de carne de boi é superior aos 30 quilos.

Muitos atribuem uma possível rejeição ao odor característico da carne dos animais abatidos em idade avançada. “Hoje, os cordeiros são abatidos jovens, com menos de 150 dias, e sua carne é tenra e tem um sabor muito suave. Ela tem baixo teor de gordura, que, ao contrário de outras proteínas, é rica em ácidos graxos benéficos à saúde, é mais digestiva e tem mais ferro do que o frango ou o peixe, por exemplo”, explica a chef, que tem propriedade no assunto: “tenho familiares que criam ovinos e já vivenciei todo o processo, do abate ao porcionamento dos cortes”, lembra Fabi.

Cogumelos: saborosos e funcionais

Em risotos, massas, refogados, molhos e até saladas, cogumelos como shiitake, shimeji, Paris ou Porcini dão aos pratos um toque todo especial. Mais popular entre os brasileiros, o shimeji, servido em praticamente em todos os restaurantes da cultura japonesa, é uma das espécies mais consumidas. Em geral, os cogumelos são excelentes fontes de proteínas, vitaminas e minerais, ajudando a impulsionar o sistema imunológico no controle da diabetes, asma e alergias. “Estudos científicos realizados pela Universidade de Osaka, no Japão, indicam que o shimeji é eficaz no tratamento contra o câncer”, diz Fabi.

Do Dorper e White Dorper aos cogumelos

Da alta gastronomia às casas mais simples, o conceito de total aproveitamento dos alimentos é uma realidade. O cordeiro oferece infinitas possibilidades de preparo, indo além do tradicional carré. Um exemplo típico pode ser visto na França, onde os ossos, depois de assados e triturados, dão origem a uma farinha usada para encorpar molhos e caldos.

Cozida lentamente até desmanchar, a carne do pescoço é o principal ingrediente do ragu de cordeiro, até mesmo os stinkos (corte acima dos joelhos) se transformam em receitas saborosas nas mãos de grandes chefs. Já os talos dos cogumelos podem ser cozidos e triturados para compor receitas de massas tipo pappardelle, um pouco mais largas e achatadas.

“Tanto os cortes de cordeiro como os mais variados tipos de cogumelos sempre tiveram uma excelente aceitação entre os chefs de cozinha. São iguarias com sabores particulares, que se destacam entre outros ingredientes e podem ser preparados com diversas técnicas”, comenta a chef.

Fabi Prado

Após uma década de atuação no marketing, em 2006, Fabi se mudou para Recife (PE), devido ao trabalho de seu marido e acabou se apaixonando pela gastronomia local. Foi quando decidiu trocar o computador pelas panelas. Começou do zero, ingressando na faculdade de Gastronomia, estagiando em vários restaurantes e fazendo faxina na Oficina dos Chefs, a conhecida escola de culinária do chef César Santos. “Lavei muita louça, limpei muito chão e cortei muita cebola até chegar aonde cheguei”, relembra Fabi.

Ao se voluntariar em todos os eventos gastronômicos possíveis, foi ganhando a confiança de muitos chefs e passou a galgar seus próprios caminhos. Em 2010, quando retornou para São Paulo, ela criou um blog para relatar suas incríveis experiências, que acabou evoluindo para o Cozinha Escola, um canal com dicas para amigas e funcionárias domésticas. Daí em diante, montou sua própria cozinha e acabou se dedicando à gastronomia funcional.

“Cozinho dietas, treino pessoas, tenho um programa de televisão e estou finalizando meu livro de receitas funcionais. Também coordeno festas e, em meados de novembro, lançarei uma linha de comidas saudáveis”, conclui a coordenadora da Arena Gastronômica, em Valinhos (SP).

Serviço:

1ª ExpoAgro Valinhos e 11ª Nacional das Raças Dorper e White Dorper

Data: 3 a 8 de outubro

Local: Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini, em Valinhos/SP

Promoção: ABCDorper e Monte Cogumelos, com apoio da Prefeitura Municipal de Valinhos

Informações: (19) 98178-6030 ou (14) 99708-0115

Entrada: 1 quilo de alimento não perecível.

Valinhos (SP) sedia 1ª ExpoAgro e 11ª Nacional de ovinos Dorper

Valinhos (SP) sedia 1ª ExpoAgro e 11ª Nacional de ovinos Dorper

Criadores de ovinos de todo o Brasil já estão apartando os melhores animais para competir nos julgamentos da 1ª ExpoAgro e 11ª Exposição Nacional das Raças Dorper e White Dorper, que ocorre de 3 a 8 de outubro, em Valinhos, no interior de São Paulo. A expectativa é reunir, nos leilões e julgamentos, cerca de 800 animais oriundos de mais de 60 cabanhas de São Paulo, Bahia, Paraná, Minas Gerais, Alagoas, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal, entre outros Estados.

A programação conta ainda com workshops, balcões de negócios, premiação dos melhores das raças Dorper e White Dorper, leilões, shows sertanejos, espaço kids com minifazenda e roteiros de agroturismo, além de uma praça de alimentação estruturada, com food trucks, circuito gastronômico e cursos voltados a adultos e crianças, ministrados por 27 chefs.

Essa última atração é coordenada pela chefs Fabi Prado, apresentadora do programa “Sabor da Cultura”. Todos os pratos serão elaborados com cortes de ovinos meio-sangue Dorper ou White Dorper e cogumelos comestíveis, demonstrando os diferencias das duas raças no segmento gastronômico.

Espera-se um público de 60 mil pessoas na cidade, que é conhecida como a Capital do Figo Roxo e agora também mostra vocação como celeiro nacional das raças Dorper e White Dorper. “Valinhos, ao sediar pela primeira vez um evento deste porte, reafirma sua importância na economia local e regional, projetando o nome da nossa cidade como um dos mais importantes locais onde as duas raças são criadas”, afirma o prefeito Orestes Previtale.

Com promoção da Associação Brasileira dos Criadores de Dorper (ABCDorper) e Monte Cogumelos, o evento é apoiado pela Prefeitura Municipal de Valinhos. “Pensamos em um evento atrativo à toda família, com atividades para adultos e crianças, além de criar um ambiente favorável para negócios e troca de experiências”, revela José Monteiro, proprietário da Monte Cogumelos, empresa especializada em fungicultura que abastece a alta gastronomia regional com quase uma tonelada/mês de cogumelos das variedades Shimeji Branco, Shimeji Cinza, Hiratake Ostra, Paris, Shitake e Hiratake Salmão.

Dorper Gourmet”

Há apenas 17 anos no Brasil, as raças de origem sul-africana Dorper e White Dorper já alcançaram um plantel de 160 mil animais registrados e anotam 100% de liquidez em leilões e vendas diretas. Conquistaram adeptos ao redor do mundo pela capacidade em reduzir os custos de produção dos criadores de ovinos e transferir qualidades gourmets à carne de cordeiro.

São animais rústicos, precoces, férteis e que possuem rendimento de carcaça acima da média. “Foram desenvolvidas, a partir do cruzamento entre raças nativas e a inglesa Dorset Horn, culminando em animais adaptados aos mais de 40 microclimas brasileiros”, detalha Daniel Cipolletta,  membro do Conselho Deliberativo Técnico (CDT) da ABCDorper.

Diferenciais esses que colaboraram para resolver um dos principais gargalos na alta gastronomia: a falta de cortes cárneos padronizados e de qualidade superior. Boa parte da carne de cordeiro consumida no País é importada do Uruguai e tem a região Sudeste como principal destino. Entretanto, a preferência atual é pelo “cordeiro prime”, abatido ainda jovem e com alto rendimento, distribuição de gordura na carcaça e cortes diferenciados.

Nacional de ovinos Dorper e White Dorper

Segundo Regina Valle, coordenadora técnica da ABCDorper,  este é um dos eventos mais aguardados no calendário da ovinocultura nacional, por reunir as raças com maior ascensão atualmente. Ocorre em caráter itinerante, tendo sido realizada em diversas estados.

Valinhos disponibilizará ótima logística, sendo próxima do aeroporto e das principais rodovias do Estado de São Paulo, lembrando um pouco a extinta Feinco (Feira Internacional de Caprinos e Ovinos). “Estamos trabalhando para fazer um evento condizente com o crescimento dos ovinos Dorper e do White Dorper no Brasil”, promete Regina.

E o responsável por avaliar os animais os 800 animais em julgamento será o jurado Philip Strauss, da Namíbia. Vizinha a Botsuana, na África Austral, o país apresenta animais com boa conformação e pelagem, mesmo sob as inóspitas condições semidesérticas. Desta exposição, sairão os grandes campeões nacionais que ajudarão a aquecer o mercado de genética ovina.

Genética campeã em três leilões

Fora das turbulências que afetam outros setores da pecuária, o momento é oportuno para ingressar na criação de ovinos, devido à gigantesca demanda por carneiros superiores em qualidade de carne.  E parte da melhor genética Dorper e White Dorper estará disponível em três leilões durante a 1º ExpoAgro Valinhos e 11° Nacional das Raças Dorper e White Dorper.

O primeiro remate será o Leilão Celebrate, que ocorre no dia 5 de outubro, às 19 horas, com promoção da Dorper Alliansie (São José do Egito/PE), DGA Dorper (São Paulo/SP), Dorper Dom Miguel (Águas de Lindoia/SP), Kaiowas Dorper (Itapetininga/SP) e VPJ Pecuária (Mococa/SP).

Já no dia 6 de outubro, a partir das 20 horas, será a vez do Leilão Dorper Connection, que se destacou como o principal em 2016, ao movimentar R$ 470 mil.  As promotoras Cordeiro Medalha (Rolândia/PR), Five Star’s (Vinhedo/SP), Interlagos (Valinhos/SP) e MOV Dorper (Atibaia/SP) esperam repetir a façanha com animais do time de pista. A Dorper Campo Verde (Jarinu/SP) e a Luxor Dorper (Indaiatuba/SP), reforçam o time como convidadas especiais.

Encerrando a rodada de negócios dos ovinos com chave de ouro, a Buriá Dorper (Senhor do Bonfim/BA) e a Fazenda Bonfim (São Paulo/SP) representam a força nordestina na seleção de animais superiores com o Leilão Dorper Brasil, agendado para 7 de outubro, às 13 horas, com organização da Leilonorte.

“O Dorper e o White Dorper crescem à medida em que mais consumidores conhecem a carne de cordeiros abatidos com no máximo 150 dias. O retorno de capital ocorre no curto prazo, e os três promotores abrem caminho para investimentos em uma das mais rentáveis atividades do agronegócio”, finaliza Regina.

Mais informações:

ABCDORPER
Telefone: (14) 99708-0115, com Regina Valle
            www.abcdorper.com.br 
Pecuária: touros Sant’Anna fazem média de R$ 12 mil

Pecuária: touros Sant’Anna fazem média de R$ 12 mil

Com mais de quatro décadas de tradição na pecuária, as Fazendas Sant’Anna conduzem um trabalho de seleção criterioso, com foco na produtividade do rebanho, disponibilizando ao mercado touros de excelente padrão racial, funcionais e com garantia de serviço a campo.

Como resposta, seus remates atraem pecuaristas de todo o território nacional, além de lideranças do agronegócio, como pode ser visto durante o 28º Sant’Anna, que ocorreu em 17 de setembro, em Rancharia (SP).

Mais de 500 produtores conheceram as instalações da propriedade e aproveitaram para se preparar para a estação de monta, quando começa a corrida pelos melhores reprodutores.

No leilão, foram apresentados 124 touros Nelore, oito da raça Brahman e uma bateria especial de Gir PO e POI. Mesmo diante de um cenário de recuperação, este foi um dos principais remates do calendário nacional, ao movimentar R$ 1.512.960,00, evidenciando que o investimento em genética bovina, mais do que nunca, é imprescindível.

“Dizemos que a genética é o insumo multiplicador da pecuária. Ao implantá-la, os frutos virão depois de 15 meses na forma de bezerros diferenciados, quando o mercado, possivelmente, terá retomado o ciclo de crescimento”, avalia Bento Abreu Sodré de Carvalho Mineiro, diretor das Fazendas Sant’Anna.

A grande novidade do 28° Leilão Fazendas Sant’Anna foi a retomada das vendas de touros Brahman PO e POI, raça na qual a propriedade é pioneira na pecuária de corte, iniciando a seleção em 1996.

Nos últimos três anos, a fazenda maximizou a seleção das características desejáveis à pecuária dos trópicos: umbigo correto, cascos resistentes, aprumos fortes e fertilidade, além da rusticidade e demais qualidades que impactam na renda do produtor.

Referência na pecuária

A base Brahman da Sant’Anna é formada por uma linhagem paraguaia pouco acessível no Brasil, selecionada há mais de 50 anos a pasto, sem qualquer suplementação. Posteriormente, foram incorporadas linhagens rústicas selecionadas na Austrália.

Já na seleção do Nelore, iniciada em 1974, o foco atual é o resgate contínuo dos atributos raciais que transformaram o País em uma das maiores potências no comercio internacional de carne bovina. No leilão, foram apresentados uma série de lotes com linhagens abertas, voltadas ao refrescamento de sangue, investimento que tem trazido ótimos resultados ao plantel.

Chanfro curto, testa rachada e a desejada pigmentação na tábua do pescoço (indicativo morfológico de fertilidade) e carcaça profunda são algumas características marcantes no rebanho, que somadas às avaliações do PMGZ e provas intrarrebanho permitem oferecer a garantia de serviço a campo. “Não basta o touro carregar uma boa genética, ele deve transmiti-la ao rebanho”, observa Bento Mineiro.

Este foi o último leilão das Fazendas Sant’Anna em 2017, mas novos formatos de vendas estão previstos para o primeiro semestre de 2018.

INFORMAÇÕES: www.fazendasantanna.com.br

Diamante oferta irmãos do maior galo do Brasil

Diamante oferta irmãos do maior galo do Brasil

No dia 23 de setembro, às 12 horas, a cidade de Jaguariúna (SP) sediará um dos principais leilões de galos e galinhas de elite da raça Índio Gigante, aves ornamentais que impressionam pela imponência e conformação corporal. Destaque para a venda de irmãos do maior galo do Brasil.

Os promotores Haroldo e Diego Poliselli, proprietários da Diamante Índio Gigante, esperam a presença de criadores tradicionais e novos investidores, pelas oportunidades oferecidas pela raça.

No ano passado, eles faturaram cerca de R$ 300 mil, com a venda dessas aves, negociadas por até R$ 32.000,00. Conhecida como a “casa dos gigantes”, o criatório reúne a maior quantidade de aves com preço balizado por tamanho.

Cada centímetro acima de 1 metro de comprimento pode valer até R$ 1.000,00. “Não venderíamos o Voodoo por menos de R$ 200 mil”, frisa Haroldo.

Voodoo é o maior galo do Brasil

Com transmissão pelo site da Connect Leilões (www.connectleiloes.com.br), serão apresentados 30 lotes especiais, com uma variedade de irmãos de Voodoo da Diamante, o recordista nacional da raça, que mede 1,26 metro de comprimento e pesa mais de 6 quilos.

O animal mencionado por ele causou espanto em pessoas que nunca ouviram falar da raça. Nas últimas semanas, ele atraiu os holofotes, ganhando fama de celebridade. Virou até meme nas redes sociais.

“Toda essa repercussão é fruto de um trabalho que começamos há quatro anos, com foco no melh

Diogo Poliselli apresenta Voodoo, o maior galo do Brasil

oramento genético e em técnicas que se tornaram referência na criação do Galo Índio Gigante”, comenta Diogo.

Um dos maiores galos à venda no 2º Leilão Diamante Índio Gigante é Scott da Diamante, com 1,21 metro. O animal é o que mais concentra sangue do lendário Pajé da Diamante em sua linhagem.

É dele que vem o gigantismo tão apreciado pelos clientes da propriedade. Com 1,18 metro, Pajé surpreendeu Haroldo e Diogo ao produzir mais de 20 frangos com mais de 1,14 metro e 30 frangas acima de 98 cm, com destaque a Canário da Diamante, recordista em 2016, com 1,24 metro, e a Viola Diamante, a mais comprida naquele ano, com 1,06 metro.

“Hoje, o posto é de Mamba, que mede 1,09 metro, também pertencente ao nosso criatório. Em resumo, é de Pajé que vem a altivez registrada na Diamante e que ofereceremos em nosso leilão”, finaliza Haroldo.

Tecnovax chega ao Brasil

Tecnovax chega ao Brasil

Com 24% do mercado argentino de biológicos para saúde animal, estimado em mais de 120 milhões de doses comercializadas por ano, a líder Tecnovax Saúde Animal chega ao Brasil para apresentar um portfólio de produtos consolidados internacionalmente.

Presente em 19 países da Oceania, Ásia, África, Europa, Américas do Sul e do Norte, a empresa, inicialmente, traz para a pecuária brasileira seus dois carros-chefes: Providean® RESPIRATÓRIA e Providean® REPRO 12. As duas vacinas são uma referência na América Latina.

Indicada para bovinos confinados, Providean® RESPIRATÓRIA possui uma combinação de bactérias e vírus que visa melhorar o desempenho dos animais em confinamento, prevenir a Síndrome Respiratória Bovina e reduzir a utilização de antibióticos, uma tendência mundial.

A Providean® REPRO 12 também reúne bactérias e vírus em sua formulação, mas pertence à linha reprodutiva. Dentre os antígenos, além dos tradicionais IBR e BVD, há sete leptospiras, 2 cepas contra Campilobacteriose e Histofilose, que protegem as diferentes fases de gestação e ajudam a elevar a taxa de natalidade das fazendas de cria e recria.

O objetivo é possibilitar ao criador atingir a tão sonhada meta de produzir um bezerro/vaca/ano. A companhia mostra força no segmento de animais de produção e desenvolve um trabalho técnico próximo dos pecuaristas. “Não queremos ser apenas uma empresa de produtos, desejamos ser parceiros. Oferecer soluções inovadoras. O canal direto com a fazenda está no DNA da nossa equipe”, define Diego La Torre, presidente da Tecnovax S/A na Argentina.

Quando diz ser “parceiro”, La Torre refere-se à melhoria dos resultados zootécnicos e financeiros da propriedade, ainda mais em um momento em que a FAO projeta uma forte alta na demanda mundial por comida. Em 2050, estima-se que os produtores rurais necessitarão aumentar em 60% a produção de carne para alimentar 9 bilhões de pessoas no globo.

“O Brasil terá papel importante nesta história e estamos aqui para ajudar o pecuarista brasileiro a produzir mais carne e leite, com melhor qualidade e maior valor agregado”, complementa Bibiana Carneiro, Country Manager da Tecnovax do Brasil, médica-veterinária e MBA pela ESPM com mais de 20 anos no mercado.

As duas vacinas são apenas o marco inicial de uma linha repleta de inovação e tecnologia, que conta com outros 12 produtos divididos em vacinas clostridiais combinadas, botulismo, antirrábica e brucelose, entre outras. Toda a linha conta com o adjuvante exclusivo da Tecnovax, Pilatus®500, desenvolvido para maximizar a resposta imune sem as indesejadas reações vacinais.

Tecnovax Saúde Animal

Fundada em 2003, mas com a primeira venda de marca própria realizada dois anos depois, a companhia está presente em 19 países. Em 2007, lançou a linha Providean®, iniciando a comercialização de produtos biológicos.

Um ano depois desenvolveu a linha Acuatec para salmões e, logo em seguida, em 2009, a linha Viratec para animais de companhia. Também pertence à Tecnovax, a primeira vacina antiparasitária da América Latina, a Hidatil EG 95, e as Vacinas Clostridiais com microdose.

A comercialização de vacinas para animais de produção representa 84% do faturamento da Tecnovax. Os outros 16% são provenientes da venda de produtos voltados ao mercado de animais de companhia. A empresa tem certificações NBS2 e NBS3 para produção de antígenos virais, bacterianos, toxinas e proteínas recombinantes, atendendo padrões Internacionais de Biossegurança e Qualidade.

O escritório comercial da Tecnovax do Brasil fica no conjunto empresarial da Granja Vianna, na cidade de Cotia, no interior de São Paulo.

Grupo ADIR promove 28º leilão anual e anuncia novidades

Grupo ADIR promove 28º leilão anual e anuncia novidades

Após uma pausa de dois anos para acurar ainda mais a qualidade dos animais, o Grupo Adir, conduzido pelos pecuaristas Adir do Carmo Leonel e Paulo Leonel, confirmam a data do 28º Leilão Adir Nelore PO e POI para 11 de agosto, sexta-feira, 11 horas, na Estância 2L, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Com transmissão pelo Canal Rural, o remate oferta 20 lotes, sendo 14 doadoras de embriões, quatro touros e duas aspirações de livre escolha. Segundo os promotores a genética à disposição representa o ápice dos 57 anos de seleção Nelore da propriedade.

Trabalho iniciado ainda na década de 1960, Adir do Carmo Leonel é pioneiro na raça que levou o Brasil a autossuficiência na produção de carne bovina e liderança nas exportações mundiais de proteína vermelha. Por meio do zebuíno, hoje existem no País mais de 200 milhões de bovinos, dos quais 80% descendem de apenas seis linhagens, levando a uma preocupação com endogamia no rebanho nacional.

Também preocupa o fato de boa parte do mercado de pecuária seletiva restringir-se à comercialização de um número ainda menor de famílias nas duas últimas décadas, em especial. Por este motivo, o diferencial do 28º Leilão Adir Nelore PO e POI é a disponibilidade de touros e matrizes com linhagem aberta, capazes de eliminar qualquer risco de perdas de produtividade decorrentes de consanguinidade excessiva.

O Grupo Adir manteve o plantel fechado em linhagens indianas puras que foram desafiadas a pasto, sem uso de artificialismos na dieta, mas com alta resposta à nutrição, se desejado for, respondendo a qualquer segmento. Manejo que associado ao mais de meio século de melhoramento genético resultou em animais consistentes e padronizados. “É hora de trocar as doadoras.

Até quando a pecuária seletiva insistirá em um pequeno grupo de famílias”, questiona o experiente Adir do Carmo Leonel, que atribui a esta conjectura perdas inestimáveis em fertilidade, rusticidade, habilidade materna e acabamento de carcaça. “Não existem dois gados. Se é para pista, pasto ou prova, não importa. Todos têm de nascer do mesmo berço. Este leilão é nossa contribuição à pecuária nacional”, complementa o filho Paulo Leonel.

Abate técnico de touros ADIR

Com fazendas em Ribeirão Preto (SP) e Nova Crixás (GO), dedicada à cria, recria e engorda, o Grupo Adir prova seus touros por meio de abates técnicos, projeto iniciado em outubro de 2014 e coordenado pela Unicamp.

“Comprovamos que os animais desejáveis necessitam ser férteis, adaptados, equilibrados, com aprumos perfeitos e linha dorsal plana, além de ter sua caracterização racial preservada, pois sem ela é impossível obter a padronização de carcaças cobiçada pelos frigoríficos”, explica Paulo Leonel.

O processo compreendeu o abate de dez filhos de cada touro (comprovados por exame de DNA), com idade entre 18 e 19 meses, criados e recriados a pasto e terminados em confinamento. O trabalho, único no Brasil, já comprovou Jiandut FIV (linhagem Golias), OPUS FIV do Brumado (linhagem Jeru), Naman FIV da 2L (linhagem Visual) e Palluk POI FIV da 2L (linhagem Golias).

Os resultados são interessantes e mostram novilhos Nelore com peso médio de 18@, rendimento de carcaça entre 57 e 59% e espessura de gordura subcutânea (EGS) de 4 a 6 mm. A iniciativa é coroada por avaliações de carcaça in vivo por ultrassonografia, que revelaram o touro Nelore número um em marmoreio: Quanupur da 2L, que deixou para trás nada menos que outros 500 mil animais.

Parcerias de peso

Os resultados apresentados chamaram a atenção dos dois maiores projetos pecuários do Brasil: a Fazenda Nova Piratininga, uma propriedade de 135 mil hectares em São Miguel do Araguaia (GO), e a Fazenda Conforto, também de Nova Crixás, o maior confinamento do Brasil, com mais de 100 mil animais comercializados por ano. Para a Piratininga, foram negociadas nada menos que 90 mil doses de sêmen.

A Fazenda Conforto ficou com outras 35 mil doses e inaugurou um programa para compra de bezerros com genética exclusiva ADIR. O prêmio pode chegar a 20% sobre o indexador boi gordo CEPEA-GO a prazo.

Homenagem     

“Por esses e outros motivos que o 28º Leilão Adir Nelore PO e POI é uma oportunidade real para quem enxerga a fazenda como empresa e sabe que ela precisa gerar lucro”, conclui o senhor Adir Leonel, que nessa longa caminhada conheceu muita gente. Entre eles, Eduardo Biagi, um grande amigo há 50 anos. O titular da Carpa Serrana será homenageado no evento e foi convidado a vender Carol FIV da Carpa (Lufo TE da Carpa x Quilaia FIV da Carpa).

 

  • Cadastros e Lances: Central Leilões – (18) 3608-0999
Pecuária: A hora de investir é agora!

Pecuária: A hora de investir é agora!

A recessão econômica dos últimos anos vem reduzindo o consumo interno de carne no País e, no começo do ano, juntou-se à delação dos donos do monopólio frigorífico e à eclosão dos escândalos da Carne Fraca, que vieram à tona de forma irresponsável na pecuária.

Tais fatos, aliados às expectativas de desdobramento, colocaram em xeque o nosso sistema sanitário, criando questionamentos sobre a carne brasileira no mercado externo, ambiente propício para os nossos implacáveis concorrentes.

Esta tempestade perfeita é o resultado de políticas econômicas equivocadas, dentre elas a da formação de monopólios através de um capitalismo de Estado de transparência questionável, que, somadas a uma frouxidão ética, causaram este ambiente no País, especificamente no mercado de carnes.

E está claro que o pecuarista é quem está pagando a conta mais uma vez.Em outros setores, movimentos como esse seriam inéditos e deixariam até mesmo os mais experientes empresários de cabelos em pé. Mas, quando olhamos para a história da pecuária brasileira, percebemos que não é a primeira vez que temos de encarar uma crise aguda como esta.

Neste momento, a grande vantagem do pecuarista é saber como enfrentar essas situações difíceis, preparando-se estrategicamente para a recuperação do mercado. Historicamente, a pecuária mostra força de recuperação perante cenários como o atual; às vezes, em situações até piores. Vale recordar os focos de aftosa em 2005, quando tínhamos um consumo interno promissor e caminhávamos para um aumento de produção que iria sustentar o Brasil na disputa pela liderança nas exportações de carne bovina.

O caos se instalou após a notícia da existência dos focos chegar ao mercado, derrubando a cotação da arroba do boi gordo, que chegou a valer menos que R$ 50,00. Entretanto, a história mostrou que, quem investiu naquele momento, conseguiu colher grandes frutos.

Retomada na pecuária

Mais do que apenas aproveitar as oportunidades de preços geradas pela situação, o pecuarista precisa saber como e onde investir. Áreas estratégicas que visem o resultado em médio prazo devem ser priorizadas, focando a eficiência do negócio, lançando mão de tecnologia e gestão.

Em épocas difíceis na pecuária, a gestão da fazenda ganha enorme destaque, sendo a principal ferramenta do pecuarista para economizar de forma eficiente e investir estrategicamente.

Entre estes investimentos, a genética tem papel fundamental. O processo de melhoramento genético é contínuo e seus resultados poderão ser colhidos a partir de dezesseis meses para quem vai comercializar o bezerro. Este insumo ainda segue demonstrando seus benefícios nas gerações seguintes, graças à carga genética depositada no rebanho.

Por menos intuitivo que isso possa parecer, a crise é o melhor momento para investir. O pecuarista que tiver o olhar voltado para o futuro e souber aproveitar o momento para melhorar o rebanho, certamente estará mais preparado para lucrar com os bons tempos que virão quando mais essa tempestade passar.

*Assina o artigo Bento Mineiro (foto), diretor da Fazenda Sant’Anna – (18) 3608-0999

www.fazendasantanna.com.br

 

Cerca 3D é novidade na Agrishow

Cerca 3D é novidade na Agrishow

O perfil do pecuarista brasileiro mudou drasticamente nas últimas décadas. O estereótipo da enxada ficou no passado. Com a ascensão econômica vivida pela atividade, hoje responsável por 30% do Produto Interno Bruto, o consumo de tecnologia cresceu entre os criadores de gado. O mais evidente sinal dos novos tempos, assim como nas cidades, é o uso do smartphone.

Com a ajuda do dispositivo móvel, o criador rastreia o gado, faz a análise de solo, monitora a fazenda, acompanha o abate e constrói a cerca. Esta última novidade, inclusive, será lançada pela Belgo Bekaert Arames, líder nacional na venda de arames e que possui sede em Contagem (MG), durante a Agrishow, tradicional palco das mais importantes inovações das cadeias agrícola e pecuária do Brasil, entre os dias 1 e 5 de maio, em Ribeirão Preto (SP).

Parece um tanto simples, mas saiba que a cerca é o primeiro passo para tornar a pecuária mais produtiva e lucrativa. A estrutura garante controle sobre a pressão de pastejo exercida pelo gado, organiza a entrada no curral, ajuda a economizar em adubos e fertilizantes e possibilita gerir os nascimentos da bezerrada na estação reprodutiva, um dos mais importantes manejos de uma fazenda pecuária.

E igual a qualquer outro produto, a cerca tem suas especificidades. Possui técnicas próprias para cálculo da força de contenção, isolamento de área, aterramento e alinhamento dos postes, distribuição de mourões, espaçamento entre os fios e até mesmo para escolha do arame mais indicado à espécie animal e ao tipo de terreno.

Pensando nesta necessidade diária do pecuarista é que a empresa investiu na criação do Belgo 3D, um aplicativo de celular exclusivo e disponível nos sistemas Android e IOS.

Utilizando uma tecnologia inovadora de Realidade Aumentada, o usuário terá acesso instantâneo a projeções 3D de simulações de cercas com os produtos Belgo Cordaço®, Belgo Campestre®, Belgo Z-700® e Motto®, além de vídeos instrutivos com dicas de instalação desses três últimos, em especial. Após baixar e abrir o aplicativo (app), basta apontar a câmera do celular para a imagem no catálogo de produtos da empresa para que ocorra a experiência em três dimensões. Os visitantes da Agrishow poderão conferir o lançamento no estande da empresa.

Cerca 3D

“Desenvolvemos o app para mostrar os produtos aplicados de forma rápida e simples, sendo possível visualizar a cerca instalada com seus fios e mourões. Sempre investindo em inovações tecnológicas como essa, a empresa elevou a comunicação com o pecuarista a um novo patamar”, explica Gustavo Nogueira, gerente de Negócios da Belgo Bekaert Arames.

Esta é a mesma proposta utilizada pelas indústrias de tintas para mostrar as paredes pintadas com seus produtos. A companhia prepara ainda mais novidades nos próximos meses em relação à Realidade Aumentada, tanto no segmento rural quanto urbano.

História da Belgo Bekaert Arames

Com o objetivo de se tornar uma líder global em soluções de arame, a empresa nasceu em 1 de março de 1997 resultante de uma joint venture formada entre o maior grupo siderúrgico do mundo, a ArcelorMittal S.A., e o maior produtor mundial de arames, a N.V. Bekaert.

Referência global na fabricação de aço, a ArcelorMittal está presente em 61 países, atendendo ao mercado siderúrgico com produtos de qualidade superior. Líder no mercado de arames, a N.V. Bekaert Arames possui mais de 130 anos de atuação, com presença em mais de 120 países e o fornecimento de arames resistentes, duráveis e um serviço de pós-venda diferenciado.

A fusão entre as duas gigantes deu origem à Belgo Bekaert Arames, líder nacional no mercado de arames. Possui unidades fabris em Contagem e Sabará, em Minas Gerais; Osasco e Hortolândia, em São Paulo e Feira de Santana, na Bahia. Seus produtos atingem 14 segmentos diferentes, que vão do petróleo ao agronegócio.

  • Conheça as plataformas digitais da Belgo

Portal: www.belgobekaert.com.br

Facebook: www.facebook.com/belgobekaert

YouTube: Belgo Bekaert Arames

Pecuária: Leilão Sant’Anna é o momento para investir

Pecuária: Leilão Sant’Anna é o momento para investir

28º Leilão Fazendas Sant’Anna destaca papel da genética melhoradora na retomada do crescimento da pecuária. O evento ocorre em Rancharia (SP), no dia 17 de setembro

Após o desencadeamento da Operação Carne Fraca, a deleção premiada dos Irmãos Batista, donos do frigorífico JBS, e o embargo dos Estados Unidos à carne brasileira uma grande crise se instalou no segmento pecuário.

A cotação da arroba do boi gordo caiu quase 20%, para algo em torno de R$ 124,00, entre os meses de janeiro e julho. Apesar do momento conturbado, a crise esconde as melhores oportunidades de investimento na pecuária.

Um bom exemplo são os leilões de touros, como é o caso do 28º Leilão Fazendas Sant’Anna, agendado para o dia 16 de setembro, às 14h, em Rancharia (SP), com transmissão do Canal Terraviva e também pelo site MF Rural (www.mfrural.com.br).

Com foco na rentabilidade do pecuarista no médio prazo, os promotores ofertam 120 touros PO da raça Nelore e 8 reprodutores PO da raça Brahman registrados e provados em programas de avaliação genética.

O touro retorna investimento após dois anos e proporciona ganhos financeiros mais elevados aos pecuaristas por meio do melhoramento genético que carregam, favorecendo a produção de bezerros mais pesados à desmama.

E com o manejo apropriado, esse animal provavelmente será abatido aos 20 meses de idade pesando 20 arrobas, bem acima da média nacional na pecuária atual.

“O momento atual assusta, mas não é a pior crise já enfrentada no setor. Os focos de aftosa em 2005 resultaram nos embargos das exportações de carne bovina, a arroba caiu a R$ 50, a pior média histórica, deixando os pecuaristas descapitalizados”, relembra Bento Mineiro, diretor da Fazenda Sant’Anna e promotor do leilão.

Neste caso citado por Bento, um ano depois dos focos de aftosa, a arroba já subiria 50%, chegando a algo próximo de R$ 75,00, e, em 2008, R$ 85,00.

Segundo ele, o pecuarista que deixou de investir em genética na baixa chegou descapitalizado no momento em que o mercado virou para melhor, sem conseguir desfrutar do maior poder de compra.

Além do momento oportuno, é válido lembrar que a genética é o principal insumo multiplicador da pecuária, pois estará presente em todas as fases de produção até o abate no frigorífico. Touros rústicos a campo e que transmitam melhor rendimento de carcaça após o abate no frigorífico também garantem maior receita aos criadores de gado.

De modo geral, os touros apresentados pela Fazenda Sant’Anna no leilão foram criados e recriados a pasto, adaptados ao sistema extensivo. São os que apresentaram os melhores resultados em libido, ganho de peso, rendimento de carcaça, caracterização racial, estrutura e fertilidade, além de índices genéticos acima da média no Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas (PMGZ), oficial da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu.

“No Nelore, uma preocupação recorrente da propriedade é resgatar as qualidades produtivas originais da raça importada da Índia na década de 1960 e que estão sendo perdidas pouco a pouco, como a facilidade de parto, habilidade materna e fertilidade.

Essas três características são os pilares da pecuária brasileira”, resume o diretor da Fazenda Sant’Anna, que informa que todos os animais do leilão seguem com 100% de garantia.

Retorno do Brahman na pecuária

Uma das grandes novidades do 28º Leilão Fazendas Sant’Anna é a venda de oito touros Brahman. Jovelino Carvalho Mineiro, pai de Bento, é um criador pioneiro da raça que foi desenvolvida nos Estados Unidos, de onde vieram as primeiras importações brasileiras, em 1994.

A principal qualidade deste animal é o volume de carcaça que consegue agregar aos cruzamentos industriais, cerca de cinco arrobas ao abate.

Um dos diferenciais do Brahman da Sant’Anna é que a base genética do plantel é formada por linhagens importadas da Austrália e do Paraguai, sendo, posteriormente, selecionadas para as condições brasileiras de produção.

Esses dois países possuem condições climáticas muito próximas às do Brasil. “Essas linhagens unidas à pressão de seleção exercida pela Fazenda Sant’Anna resultaram em animais com aprumos fortes e umbigo corrigidos, qualidades que facilita e colaboram para a longevidade dos touros”, explica Bento Mineiro.

A boa notícia, segundo os analistas de mercado, é que a arroba do boi gordo corrigida pelo IGP-M é a mesma do ano passado e a relação de troca atual entre boi gordo e bezerro é melhor do que a registrada em 2016.

“Ou seja, o poder de compra do pecuarista de hoje é superior a do criador que vivia a crise de 2005”, conclui o promotor do remate.

 

 

 

SERVIÇO:

28º Leilão Fazendas Sant’Anna

Em oferta: 120 touros Nelore PO e 8 touros Brahman

Data: 14 de setembro, às 14 horas

Onde: Rancharia (SP)

Transmissão: Canal Terra Viva

Promoção: Fazendas Sant’Anna

Informações: (18) 3265-1329

Cadastro e Lances: Central Leilões, (18) 3608-0999