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	<title>Arquivos Angus - Pec Press®</title>
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	<title>Arquivos Angus - Pec Press®</title>
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		<title>Heterose sozinha não garante resultados no cruzamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adilson - Pec Press]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2021 20:42:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BLOG]]></category>
		<category><![CDATA[Angus]]></category>
		<category><![CDATA[heterose]]></category>
		<category><![CDATA[Tricross]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A heterose ou vigor híbrido, que ainda pode ser definida como choque de sangue entre as diferentes raças utilizadas em um cruzamento, sozinha, já é capaz de proporcionar um salto quantitativo de 15% nos índices produtivos do rebanho. É uma equação muito simples. A mãe natureza extrai para o híbrido gerado as melhores características dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A heterose ou vigor híbrido, que ainda pode ser definida como choque de sangue entre as diferentes raças utilizadas em um cruzamento, sozinha, já é capaz de proporcionar um salto quantitativo de 15% nos índices produtivos do rebanho.</p>
<p>É uma equação muito simples. A mãe natureza extrai para o híbrido gerado as melhores características dos seus progenitores. Quanto maior o distanciamento sanguíneo, mais superior será o indivíduo em comparação à média dos seus pais.</p>
<p>Por este motivo que o bezerro meio-sangue zebuíno/taurino – nosso formidável F1 – caiu nas graças da pecuária de resultados. Possui qualidade de carne melhor que a da mãe-zebu e maior rusticidade e adaptabilidade em relação ao pai taurino.</p>
<p>Mas de tão simples torna-se perigosa em mãos descuidadas. Não é porque cruzou que um milagre vai acontecer na produção de carne da sua fazenda.</p>
<p><strong>Torna-se improvável agregar aquelas três ou mais arrobas almejadas no peso ao abate do lote – oito meses mais cedo – se a genética utilizada no cruzamento realizado não permitir margem para tanto</strong>.</p>
<blockquote><p>“Heterose não faz milagre. Temos de considerar também o efeito aditivo [complementar] tanto entre as raças utilizadas quanto entre os indivíduos escolhidos”, advertem Gilberto R.O. Menezes e Roberto A.A. Torres Júnior, pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, em um recente artigo assinado.</p></blockquote>
<p>Características ligadas à adaptação e reprodução tendem a apresentar os maiores acréscimos enquanto aquelas relacionadas ao desempenho e à carcaça são menores</p>
<h2><span style="font-style: inherit; font-weight: inherit;">Só heterose não basta</span></h2>
<p>Ou seja, se uma das raças possuir desempenho muito inferior ao da outra, será difícil o bezerro superar a média da mãe ou do pai mais produtivo. Igualmente, a regra se aplica aos indivíduos, isoladamente. Note, caro leitor, que temos dois agentes envolvidos: o fator raça e o casal de animais envolvidos no acasalamento em si.</p>
<p>Ainda tem outro agravante: além da genética ser aditiva, é preciso garantir uma dieta diferenciada à “fábrica de carne” que se acabou por criar. Flancos de capim em cima de argila não oferecem condições para que o “modo-turbo” dos genes seja ativado.</p>
<p>Segundo os geneticistas mais conservadores, em via de regra, o vígor híbrido é responsável por incrementos na ordem de 15% em produtividade. Já os pesquisadores da Embrapa Gado de Corte são mais audaciosos e dizem que os ganhos podem atingir ou até superar os 30%.</p>
<p>Eles explicam que características ligadas à adaptação e reprodução tendem a apresentar os maiores acréscimos enquanto aquelas relacionadas ao desempenho e à carcaça são menores.</p>
<p>Para o zootecnista Alexandre Zadra, o ganho em peso de um meio-sangue Angus X Nelore pode ser 15% a 20% maior que o de um zebu puro.</p>
<p>“A forma de se obter o máximo benefício do cruzamento industrial é conduzi-lo com animais de qualidade genética superior. O criador que falha ao não considerar a avaliação genética contribui para o fornecimento de gado de baixo desempenho e um menor interesse na raça envolvida”, conclui o pesquisador Gilberto Menezes.</p>
<p>Por esta razão, não basta cruzar, é necessário enxergar a técnica com uma visão mais ampla. Conhecer se o produto cruzado tem mercado, se vão pagar mais pela @ e se existe acesso a insumos importantes como suplementação, fertilizantes e mão de obra qualificada faz toda a diferença.</p>
<h2><strong>Mais um pouco sobre Heterose</strong></h2>
<p>De acordo com informações das pesquisadores Juliana Santin e Liziana Rodrigues, em artigo para uma revista especializada em pecuária de corte, a<em> </em>literatura descreve a existência de três tipos de heterose, a individual, a materna e a paterna.</p>
<p>A individual, como o próprio nome sugere, aplica-se ao próprio animal em relação à média dos seus pais, por meio do aumento de sua produtividade e vigor, sendo função das combinações gênicas presentes na geração corrente.</p>
<p>A heterose materna manifesta-se na população por meio de efeitos da utilização de fêmeas de cruzamento ao invés de puras. Já a heterose paterna refere-se a qualquer vantagem na utilização de reprodutores puros de raças de cruzamento industrial sobre a performance da progênie.</p>
<p>Importante salientar que tanto o choque de sangue paterno como o materno são funções de combinações gênicas presentes na geração anterior, o que não pode ser confundido com heterozigose.</p>
<h2><strong>O que é heterozigose?</strong></h2>
<p>Heterozigose é um conceito estatístico que define a probabilidade de que os alelos (genes) de um determinado <em>locus</em> (segmento) provenham de raças distintas.</p>
<p>Assim, ao se cruzar Angus e Nelore, a heterozigose é de 100%, pois 100% dos genes estão vindo de raças puras diferentes.O mesmo se pode ocorrer ao cruzar animais da mesma subespécie de raças iguais, como Nelore e Tabapuã.</p>
<p>Juliana e Liziana reforçam que heterose e heterozigose são conceitos distintos. A heterose consiste no quanto melhor é o desempenho do F1 em comparação ao desempenho dos seus pais de raça pura, como dito no início deste artigo.</p>
<h2><strong>Como calcular o choque de sangue?</strong></h2>
<p>Vejamos o exemplo de um Nelore com peso de 180 quilos e um Angus de 250 quilos. Fazendo uma média das duas raças, chega-se a 215 quilos <u>no desmame</u>.</p>
<p>Agora, imaginemos se os bezerros originados desse cruzamento registrem um peso de 250 quilos no desaleitamento devido à heterose. Fazendo a diferença entre o peso dos animais F1 em relação à média dos pais, temos: 250 – 215 = 35 quilos.</p>
<p>Ao dividir esse valor pela média dos pais, se chega ao valor da heterose em porcentagem: <strong>250 – 215 = 35 : 215 X 100 = 16% de heterose</strong>.</p>
<p>No caso de uma cruza entre dois zebuínos, a exemplo do Nelore e Tabapuã, tomando como ponto de partida o peso ao desmame de 180 quilos para o Nelore e de 210 quilos para os animais da raça Tabapuã, temos uma média de 195 quilos.</p>
<p>Assim, considerando que os animais F1 zebuíno tenham um peso médio ao desmame de 220 quilos, temos: <strong>220 – 195 = 25/195 * 100 = 12,8% de heterose</strong>.</p>
<p>Mesmo havendo, nos dois casos, 100% de heterozigose, a diferença na heterose é determinada pela maior distância genética entre as raças acasaladas.</p>
<p>A heterose é diretamente proporcional à heterozigose, ou seja, quanto maior essa última, maior será a outra. Mas vale ressaltar que o valor da heterose nunca alcançará 100%.</p>
<p>Tudo isso mostra que a única coisa que podemos administrar realmente num cruzamento industrial é a heterose. <a href="https://pecpress.com.br/cruzamento-tricross-para-superprecoce/">Encontre mais informações sobre o assunto neste artigo.</a></p>
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		<title>Cruzamento tricross é o caminho para superprecoce</title>
		<link>https://pecpress.com.br/cruzamento-tricross-para-superprecoce/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adilson - Pec Press]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2021 18:32:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BLOG]]></category>
		<category><![CDATA[Angus]]></category>
		<category><![CDATA[F1]]></category>
		<category><![CDATA[Tricross]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Peço licença aos meus mentores que ensinaram que tricross é um neologismo e, por este motivo, o correto seria usar a expressão inglesa Three Crossover, termo original para designar o cruzamento tricross. Apesar de o termo não existir, faço coro ao time de zootecnistas, médicos-veterinários e pecuaristas de todo o País e adoto o tricross mesmo, o atual caminho [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Peço licença aos meus mentores que ensinaram que <em>tricross </em>é um neologismo e, por este motivo, o correto seria usar a expressão inglesa <em>Three Crossover</em>, termo original para designar o cruzamento tricross.</p>
<p>Apesar de o termo não existir, faço coro ao time de zootecnistas, médicos-veterinários e pecuaristas de todo o País e adoto o tricross mesmo, o atual caminho para a produção de novilhos superprecoces de alto valor agregado.</p>
<p>Hoje, os pecuaristas contam com uma pedra fundamental muito interessante para construir suas fábricas de carne, que é a vaca meio-sangue Angus X Nelore, também chamada de “F1”.</p>
<p>Existem muitas outras opções que também geram ótimo resultado tanto no pasto quanto no confinamento, muitas vezes até sem necessitar de cruzamento industrial, mas as vacas “F1”, em especial, já somam cerca de 3 milhões de cabeças na pecuária nacional.</p>
<p>Com faro apurado e a escolha correta da terceira raça, além de contar com boia farta no cocho, produzir bezerros terminados com 20@ aos 13 meses parece até coisa simples.</p>
<p>Só que erros sutis podem tornar esse sistema oneroso, ainda mais que a saca de milho está com os preços nas alturas. Agora, a pergunta que fica é: qual seria a raça apropriada para usar em cima da meio-sangue Angus X Nelore (ou F1)?</p>
<p>Esta é uma escolha complexa que depende de diversos fatores de ordem climática, de manejo e até comerciais. Acompanhe o raciocínio: calor e umidade (e falta dela) podem influenciar negativamente o desempenho do produto final.</p>
<p>O mesmo ocorre em relação à qualidade do pasto; se ruim, não supre um mínimo de proteína ao animal, e ao sempre soberano mercado. O frigorífico precisa desembolsar uma boa bagatela, senão fica difícil ser persuadido a investir em uma produtividade quase industrial com o cruzamento tricross.</p>
<p>Tecnicamente, têm-se alguns gargalos, a começar pela própria heterose, pois sozinha ela NÃO FAZ MILAGRE. Leia esse outro artigo para saber mais.</p>
<p><strong>Quanto maior a distância dos genes entre as raças utilizadas maior será a média produtiva do bezerro em relação aos seus pais. Por isso a meio-sangue Angus X Nelore é tão boa, porque temos 50% de zebuíno e 50% de sangue taurino.</strong></p>
<p>Se voltar um touro <em>bos indicus</em>, teremos 75% de sangue mais azebuado<em>. </em>Ganha-se em rusticidade, adaptabilidade, habilidade materna e perde-se em conversão alimentar, velocidade de acabamento e qualidade de carne.</p>
<p>O inverso também ocorre. Com um touro <em>bos taurus</em> entrando na jogada, 75% do sangue será taurino, com melhor carcaça, ganho em peso, acabamento rápido e qualidade de carne e piores adaptabilidade e resistência a ecto e endoparasitas.</p>
<p>As condições de cada propriedade e a destinação do produto final, se para clima mais quente/seco ou mais temperado/úmido, se a pasto ou em confinamento e ainda se novilho precoce ou bonificação <em>Premium,</em> ajudam a definir a terceira raça.</p>
<h2>Qual touro utilizar no cruzamento tricross?</h2>
<p>Para sair desta sinuca de bico dos 75% de sangue taurino ou zebuíno, a preferência para fechar o cruzamento tricross, predominantemente, tem girado em torno de raças adaptadas como Senepol, Bonsmara ou Caracu e compostos como Brangus, Braford e Canchim.</p>
<p>Mas não se deve esquecer jamais que  a F1 (a base meio-sangue) é uma novilha que, sem esforços, emprenha aos 14-15 meses a pasto ou 12-13 meses de idade com suplementação, parindo entre os 21 e 22 meses.</p>
<p>Ou seja, ela gera a prenhez enquanto ainda se encontra numa fase de pleno desenvolvimento corporal e suas reservas energéticas necessárias para o crescimento são, também, drenadas pelo embrião.</p>
<p>E quanto maior o volume de comida servido maior será o bezerro ao nascimento e mais vagaroso o crescimento da jovem mãe.</p>
<p>Então, além da composição sanguínea mais favorável, é preponderante o uso de touros com DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie) negativas para peso ao nascer, mas que sejam de <u>rápido crescimento</u>.</p>
<p>Achar essas duas pérolas juntas dá trabalho porque, com exceção a raças naturalmente menores, é um material genético disponível apenas em reprodutores provenientes de seleção massal. Já quando a F1 torna-se vaca, é o momento de explorar a heterose.</p>
<p>Neste tocante, conheci um belo exemplo de trabalho. Em Rio Verde de Goiás, onde a Fazenda Reunidas Baumgart fez tricross utilizou Senepol nas F1 primíparas, para prevenir problemas de parto, e Brangus ou Braford nas multíparas, com o objetivo de produzir carcaças maiores.</p>
<p>O uso do Senepol gerou bezerros de 20@ aos 13 meses e os compostos desmamaram aos 8-9 meses com uma média de 295 kg, isso com <em>creep-feeding</em>, claro.</p>
<p>Em relação aos touros, indivíduos de frame maior (grandes) geram crias mais exigentes na dieta e mais tardios na terminação.</p>
<p>Aproveitando a deixa, se objetiva marmoreio, os projetos de seleção para tal característica são incipientes na maioria dos zebus e adaptados, mas, no caso do Angus, existe o selo “Angus Black”, que atesta a produção de maior volume de gordura entre as fibras.</p>
<h2>Por quanto tempo segurar o tricross?</h2>
<p>Para encerrar, por quanto tempo segurar uma F1 Angus X Nelore no rebanho? Quem responde é o zootecnista Daniel Carvalho: “no caso de se fazer retrocruzamentos absorventes, ela servirá de base.</p>
<p>Caso produza para abate, segurar até a segunda cria é a prática convencionada, pois “a proporção de quilos de bezerro desmamado por quilos de vaca adulta ainda será interessante e não mais além disso”, explica.</p>
<p>Na tabela a seguir há alguns exemplos tricross de raças de diferentes grupos genéticos, mas, certamente, devem existir fazendas-modelo que superam tais marcas, inclusive vi um resultado muito interessante de Guzerá no face recentemente. Agora é com você! <a href="https://pecpress.com.br/heterose-sozinha-nao-garante-resultados/">Leia também este post sobre heterose no cruzamento industrial.</a></p>
<h3><strong>Vejamos os resultados de cruzamentos <em>tricross</em></strong></h3>
<table style="width: 84.4743%;" width="440">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 83.6401%;" colspan="5" width="430"><strong>Desempenho do tricross sobre base meio-sangue Nelore X Angus no abate</strong><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 13.3333%;" width="51"><strong>Idade</strong></td>
<td style="width: 16.6061%;" width="66"><strong>Raça</strong></td>
<td style="width: 11.3939%;" width="42"><strong>Peso</strong></td>
<td style="width: 33.261%;" width="186"><strong>Sistema de Criação</strong></td>
<td style="width: 9.04578%;" width="61"><strong>Estado</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 13.3333%;" width="51">13 meses</td>
<td style="width: 16.6061%;" width="66">Senepol</td>
<td style="width: 11.3939%;" width="42"><a href="mailto:20@">20@</a></td>
<td style="width: 33.261%;" width="186">Creep+Confinamento Intensivo</td>
<td style="width: 9.04578%;" width="61">GO</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 13.3333%;" width="51">16 meses</td>
<td style="width: 16.6061%;" width="66">Braford</td>
<td style="width: 11.3939%;" width="42"><a href="mailto:18@">18@</a></td>
<td style="width: 33.261%;" width="186">Creep+Confinamento Intensivo</td>
<td style="width: 9.04578%;" width="61">MS</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 13.3333%;" width="51">21 meses</td>
<td style="width: 16.6061%;" width="66">Guzerá</td>
<td style="width: 11.3939%;" width="42"><a href="mailto:18@">18@</a></td>
<td style="width: 33.261%;" width="186">Pasto+Confinamento Estratégico</td>
<td style="width: 9.04578%;" width="61">GO</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 13.3333%;" width="51">24 meses</td>
<td style="width: 16.6061%;" width="66">Charolês</td>
<td style="width: 11.3939%;" width="42"><a href="mailto:22@">22@</a></td>
<td style="width: 33.261%;" width="186">Confinamento Intensivo</td>
<td style="width: 9.04578%;" width="61">MT</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>VPJ Alimentos</title>
		<link>https://pecpress.com.br/vpj-alimentos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adilson - Pec Press]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jan 2018 00:09:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Portfólio]]></category>
		<category><![CDATA[Angus]]></category>
		<category><![CDATA[Brahman]]></category>
		<category><![CDATA[dorper]]></category>
		<category><![CDATA[Galo Índio Gigante]]></category>
		<category><![CDATA[VPJ Alimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Valdomiro Poliselli Júnior é um pecuarista pioneiro no cruzamento industrial no Brasil, iniciando a criação com a raça Angus, depois importou Brahman e ovinos Dorper. Seus filhos Diogo e Haroldo Poliselli também investem em Galo Índio Gigante. Hoje, a VPJ Alimentos é uma das líderes no segmento de produção de carne de alta qualidade e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Valdomiro Poliselli Júnior é um pecuarista pioneiro no cruzamento industrial no Brasil, iniciando a criação com a raça Angus, depois importou Brahman e ovinos Dorper. Seus filhos Diogo e Haroldo Poliselli também investem em Galo Índio Gigante. Hoje, a VPJ Alimentos é uma das líderes no segmento de produção de carne de alta qualidade e possui <em>steack-houses</em> e franquias espalhadas por todo o País.</p>
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		<item>
		<title>Leilão inédito dissemina genética Ultrablack para sete Estados</title>
		<link>https://pecpress.com.br/leilao-dissemina-genetica-ultrablack-para-sete-estados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adilson - Pec Press]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Dec 2017 09:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Releases]]></category>
		<category><![CDATA[Agrocafezinho]]></category>
		<category><![CDATA[Agropecuária Cafezinho]]></category>
		<category><![CDATA[Angus]]></category>
		<category><![CDATA[brangus]]></category>
		<category><![CDATA[Tricross]]></category>
		<category><![CDATA[Ultrablack]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adriano Oliveira e Mairo Wellington, da Agropecuária Cafezinho e UNI Assessoria, de São Anto Antônio de Posse (SP), conduziram na noite de 12 de dezembro, no restaurante Che Bárbaro, em São Paulo (SP), o primeiro leilão de animais Ultrablack do Brasil, raça sintética homologada pelo Ministério da Agricultura em fevereiro deste ano. Com a presença [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Adriano Oliveira e Mairo Wellington, da Agropecuária Cafezinho e UNI Assessoria, de São Anto Antônio de Posse (SP), conduziram na noite de 12 de dezembro, no restaurante Che Bárbaro, em São Paulo (SP), o primeiro leilão de animais Ultrablack do Brasil, raça sintética homologada pelo Ministério da Agricultura em fevereiro deste ano.</p>
<p>Com a presença da imprensa, criadores, técnicos e autoridades, o evento movimentou R$ 335.000,00, genética que chamou a atenção de investidores em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.</p>
<p>“Foi um sucesso total de vendas e já estamos planejando o próximo leilão para 2018”, revela Mairo Wellington. Foram negociados 3 futuros reprodutores, entre cotas inteiras e de 50%, 3 fêmeas, 30 prenhezes e 54 embriões da raça Ultrablack.</p>
<p>Coroando o crescimento do mercado de carne de alta qualidade, os promotores também venderam genética Abeerden Angus, sendo 2 touros de central, 2 reprodutores, 1 fêmea e 2 prenhezes, totalizando 29 lotes. Os proprietários da Agropecuária Cafezinho aproveitaram a oportunidade para arrematar a outra cota de 50% do touro BMV Ultrablack Alex 010, destaque do leilão, que tinham em sociedade, por R$ 21 mil.</p>
<p>Ele e os demais touros à venda saíram contratados pela Araucária Genética, do Paraná, com sêmen disponível no mercado já no próximo ano.  Mesmo com a oficialização da raça apenas no começo de 2017, o MAPA começou a homologação do registro de animais Ultrablack anteriormente produzidos ao período, como visto do 1ª Leilão de Animais Ultrablack – Agropecuária Cafezinho &amp; Convidados, onde foram leiloados animais nascidos entre novembro e dezembro de 2016.</p>
<h2><strong>Ultrablack</strong></h2>
<p>Ultrablack é uma raça sintética já consolidada na Austrália e nos Estados Unidos, oriunda do cruzamento entre Angus e Brangus. Em sua composição genética, ele apresenta 82% de sangue taurino britânico e 18% de zebuíno, o suficiente servir a vacada meio sangue-angus no Brasil Central, de acordo com informações da Associação Brasileira de Angus.</p>
<h2><strong>Cruzamento com vaca F-1 Angus </strong></h2>
<p>Segundo projeções de mercado, existem cerca de 3 milhões de fêmeas meio-sangue Angus nos pastos brasileiros. Isso se dá pelo fato de os produtores negociarem os machos dentro dos padrões do Programa Angus Carne Certificada e reterem as fêmeas para uma cria ou mais, em virtude da excelente habilidade maternal que apresentam.</p>
<p>Antes do Ultrablack, a destinação dessas fêmeas para produzir gado tricross era incerta, por não permitir o teto de bonificação de certificação da ABA. Os modelos internacionais indicam que bezerros de touros Ultrablack em vacas nessas vacas apresentam mais de 66% de sangue britânico, contribuindo à ampliação no processamento de carnes especiais.</p>
<p>Segundo Adriano Oliveira, todos os lotes negociados no leilão têm origem em parte das melhores doadoras Brangus do Brasil com touros Aberdeen Angus mundialmente consagrados em qualidade de carne, como Ten X, Yahoo, In Sure, Nonebetter e Perfect Ten.</p>
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		<title>20º Leilão VPJ Genética faz a maior média de touros Angus do ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adilson - Pec Press]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Nov 2017 09:00:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Angus]]></category>
		<category><![CDATA[brangus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cidade de Jaguariúna, no interior de São Paulo, recebeu, em 28 de outubro, um dos maiores leilões de Angus e Brangus realizados até o momento no Brasil. Reunindo um público seleto, formado por pecuaristas, empresários, cantores e jogadores de futebol, o 20º Leilão Genética VPJ bateu o recorde nacional de venda para touros Angus, alcançando média de preço [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A cidade de Jaguariúna, no interior de São Paulo, recebeu, em 28 de outubro, um dos maiores leilões de Angus e Brangus realizados até o momento no Brasil.</p>
<p>Reunindo um público seleto, formado por pecuaristas, empresários, cantores e jogadores de futebol, o 20º <span class="il">Leilão</span> Genética <span class="il">VPJ</span> bateu o recorde nacional de venda para touros Angus, alcançando média de preço de R$ 18.251,00. Também neste remate surgiu o reprodutor mais valorizado do ano.</p>
<p>Destaque absoluto, <span class="il">VPJ</span> Trevor Upward IA558 teve 50% de sua propriedade adquiridos por R$ 138 mil, valorizando o animal em R$ 276 mil. Após uma disputa acirrada, lance a lance, quem ficou com o animal foi o craque que fez história no time do São Paulo, o atacante Luís Fabiano, o maior comprador do <span class="il">leilão</span> e que inicia no negócio de comercialização de sêmen de touros da raça Angus.</p>
<p>O segundo maior lance partiu do cantor Munhoz, da dupla Munhoz e Mariano, que arrematou 50% do touro <span class="il">VPJ</span> Winchester Rito TEI 495 por R$ 90 mil, valorizando o animal em R$ 180 mil.</p>
<p>“Foi uma valorização extraordinária dos touros Angus de central, espelhando o rigoroso processo de seleção que a <span class="il">VPJ</span> Pecuária realiza em seu trabalho de melhoramento genético para produzir reprodutores com bom peso, adaptabilidade e qualidade de carne”, avalia o promotor Valdomiro Poliselli Júnior. As dez fêmeas Aberdeen Angus vendidas no <span class="il">leilão</span> registraram média de R$ 18.900,00.</p>
<h2><strong>Brangus e Ultrablack</strong></h2>
<p>Além dos animais Aberdeen Angus, em oferta estava genética da raça Brangus também selecionada pela <span class="il">VPJ</span> Pecuária no município de Nova Crixás (GO).</p>
<p>Os 13 touros PO emplacaram média de R$ 7.592,00. Destaque para <span class="il">VPJ</span> FIV 133 Apipo, que teve 50% de sua propriedade comercializados por R$ 18 mil, valorizando o animal em R$ 36 mil. Ele foi adquirido por Francisco Felippo, da Fazenda Santa Izabel, de Rondonópolis (MT).</p>
<p>Certamente, foi um dos melhores investimentos do <span class="il">leilão</span>. Assim como Trevor e Winchester, o animal já saiu do tatersal contratado pela Fórmula Genética.</p>
<p>Com os touros Angus e as matrizes Brangus à disposição no 20º <span class="il">Leilão</span> <span class="il">VPJ</span> Genética, os pecuaristas tinham a receita necessária para produção do Ultrablack, uma nova raça sintética criada na Austrália e muito difundida nos Estados Unidos, capaz de produzir bezerros com percentual sanguíneo Angus acima de 65%, quando cruzada com novilhas F1 Angus X Nelore.</p>
<p>Esse grau de sangue garante as maiores bonificações no Programa Carne Angus Certificada. Quem já procurava por acasalamentos vitoriosos prontos aproveitou a oferta inédita da <span class="il">VPJ</span> Pecuária. Os 20 embriões Ultrablack computaram média de R$ 1.200,00. Ao todo, o 20º <span class="il">Leilão</span> <span class="il">VPJ</span> Genética faturou R$ 1 milhão.</p>
<h2><strong>Simpósio</strong></h2>
<p>A genética melhoradora é o primeiro passo para produzir maciez, sabor e suculência nos cortes bovinos. Esse foi o mote da palestra de Adriano Rúbio, diretor da Fórmula Genética, no Simpósio de Qualidade de Carne que abriu o <span class="il">leilão</span> anual da <span class="il">VPJ</span> Pecuária. Entender o ciclo fisiológico do bovino é importante, mas saber usar as tecnologias disponíveis também é essencial.</p>
<p>“Além de ganho de peso e acabamento de carcaça, é fundamental ter marmoreio quando falamos em qualidade de carne”, lembra o especialista. Rúbio alerta que a dep genômica é uma ferramenta que permite identificar essa e outras características de maneira precoce.</p>
<p>Porém, marmoreio não é algo fácil produzir, exigindo investimento em uma dieta adequada, equilibrada, estrutura e organização do sistema produtivo. “É por este motivo que a <span class="il">VPJ</span> Alimentos passará a premiar os fornecedores com 1% de bônus sobre o valor da arroba a quem fornecer novilhos com marmoreio adequado”, informou o zootecnista Michell Araújo e Silva, da <span class="il">VPJ</span> Alimentos, durante sua palestra no evento.</p>
<p>A empresa compra novilhos castrados e fêmeas com o mínimo de 50% de sangue Angus e idade de 20 meses confinados por 120 dias, desde que não sejam alimentados com caroço de algodão.</p>
<p>Aliás, é crescente o interesse da <span class="il">VPJ</span> Alimentos e da própria indústria, de modo geral, no abate de novilhas meios-sangues Angus, fato que chamou a atenção da pesquisadora e médica-veterinária Lenise Mueller, da USP de Pirassununga (SP), a comparar a qualidade de carne produzida por esta categoria com a de novilhos castrados cirúrgica e imunologicamente, bem como de machos inteiros.</p>
<p>Uma constatação da médica-veterinária é que as novilhas meios-sangues Angus, além de apresentarem uma carne bem acabada e marmorizada, possuem gordura com alto teor de Ômega 3, ajudando a prevenir câncer e doenças cardiorrespiratórias em seres humanos.</p>
<h2><strong>Selo Angus Gold</strong></h2>
<p>Após tanta informação sobre qualidade de carne, a melhor forma de brindar o simpósio promovido pelo criador Valdomiro Poliselli Jr. só poderia ser o lançamento do selo Angus Gold, apresentado pelos representantes do Programa Carne Angus Certificada, Reynaldo Salvador e Fábio Medeiros.</p>
<p>O Angus Gold pode ser um novo marco no sistema de classificação de carcaças bovinas no Brasil, sendo um nível de qualidade que o Programa Carne Angus Certificada passa a reconhecer de forma diferenciada em seus abates.</p>
<p>Esta certificação é concebida às marcas de carne que respeitarem rigorosos indicadores de qualidade, que, além de tudo compreendido até o momento, também envolve o monitoramento do nível de pH presente na carne.</p>
<p>A <span class="il">VPJ</span> Alimentos é a primeira a ser contemplada com o selo Angus Gold na sua marca própria de carne bovina. “Genética sempre teve reconhecimento, mas em virtude desses programas de remuneração por área de olho de lombo, cobertura de gordura e marmoreio, os produtores terão de olhar para ela de modo muito mais científico. E, sem dúvida, o selo Angus Gold vai ser o divisor de águas na pecuária brasileira”, conclui Valdomiro Poliselli Jr.</p>
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		<title>Pesquisa da USP ratifica benefícios da carne bovina</title>
		<link>https://pecpress.com.br/pesquisa-da-usp-ratifica-beneficios-da-carne-bovina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Adilson - Pec Press]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2017 09:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Releases]]></category>
		<category><![CDATA[Angus]]></category>
		<category><![CDATA[Carne bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O desenvolvimento econômico vivido pelo Brasil nas últimas décadas tem levado um crescente número de consumidores a investir mais na qualidade dos alimentos postos à mesa, especialmente a carne bovina. No caso da carne de boi, essa melhor qualidade é caracterizada por um teor de gordura mais caprichado nos cortes de maior valor agregado. Ela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O desenvolvimento econômico vivido pelo Brasil nas últimas décadas tem levado um crescente número de consumidores a investir mais na qualidade dos alimentos postos à mesa, especialmente a carne bovina.</p>
<p>No caso da carne de boi, essa melhor qualidade é caracterizada por um teor de gordura mais caprichado nos cortes de maior valor agregado.</p>
<p>Ela confere sabor, suculência e até mesmo responde por parte da maciez, ainda muito influenciada pela idade em que o animal é abatido. Quanto mais jovem, mais macia será a carne.</p>
<p>O problema é que a elevada quantidade de gordura vista nestes cortes especiais, em geral, é condenada pelos médicos e a sociedade por lhe atribuírem, principalmente, a responsabilidade da ocorrência de doenças cardiovasculares.</p>
<p>Um boi destinado a atender o mercado <em>gourmet</em> acumula facilmente de 6 a 10 mm de gordura subcutânea (aquela que envolve a carne) e seus cortes podem reunir até 6% de marmoreio, nome dado àquela gordura existente entre as fibras que derrete ao calor e confere mais sabor e suculência.</p>
<p>É neste ponto que uma pesquisa realizada no campus de Pirassununga da Universidade de São Paulo pode contribuir para retirar a carne bovina do patamar de vilã da alimentação moderna.</p>
<p>Autora do experimento, a médica-veterinária, mestre em Ciência Animal e doutoranda em Zootecnia, Lenise Freitas Mueller da Silveira, identificou que a carne de novilhas filhas do cruzamento entre bovinos Angus e Nelore possui propriedades benéficas à saúde.</p>
<p>A fêmea resultante desse cruzamento, que no segmento pecuário é chamada de F1, é a mais utilizada pela indústria, a exemplo da VPJ Alimentos, de Pirassununga (SP), para abastecer o mercado nacional de carne bovina Premium.</p>
<p>Isso ocorre porque gera menos custos de produção à fazenda, acumula gordura corporal facilmente e pode ser abatida ainda muito jovem, em alguns casos excepcionais o animal é encaminhado ao frigorífico já aos 16 meses de idade.</p>
<p>“A gente tem de desmitificar algumas coisas. O fato de consumir uma carne bovina nobre, com deposição de gordura satisfatória, não implica em prejuízos à saúde”, observa a médica-veterinária.</p>
<p>Ao comparar a qualidade de carne de 176 bovinos abatidos aos 20 meses de idade, divididos em quatro grupos contemporâneos, formados por machos não castrados, machos castrados, machos imunocastrados – através de uma vacina específica – e novilhas, Lenise observou que o perfil lipídico das fêmeas jovens F1 é favorável à saúde dos consumidores, por apresentar maior deposição de ácido oleico e CLA.</p>
<p>Oleico é um ácido graxo monoinsaturado responsável pela redução dos níveis de colesterol sanguíneo e o ácido linoleico conjugado (CLA), também um ácido graxo, mas poli-insaturado, produzido apenas por animais ruminantes como os bovinos, é capaz de reduzir carcinogênese e aterosclerose, diminuir a massa lipídica corporal, além de prevenir diabetes e aumentar o desenvolvimento muscular.</p>
<p>“Além disso, a carne de novilhas F1 apresentou uma menor relação entre ômega 6 e ômega 3, cuja recomendação médica é de 4:1. A alta ingestão de ômega 6 é associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, câncer e distúrbios anti-inflamatórios”, explica a pesquisadora.</p>
<h2>Carne Bovina possui Ômega 3</h2>
<p>No experimento, as novilhas apresentaram uma relação de 3:1, a mais baixa entre os grupos estudados. Vale ressaltar que os animais utilizados na pesquisa foram confinados por 190 dias, 70 a mais que o ideal.</p>
<p>Isso foi necessário para que o grupo dos machos não castrados também atingisse o acabamento de carcaça apropriado, nome dado à deposição subcutânea de gordura, na qual a medida desejada é entre 3mm e 6mm, para que a carne não sofra choque térmico após resfriamento no frigorífico.</p>
<p>Devido ao tempo de cocho prolongado, as novilhas da pesquisa registraram 16mm, ou seja, mesmo com acúmulo exagerado de lipídios ela se manteve saudável. Veja os dados na tabela.</p>
<h2>Gordura do bem</h2>
<p>“Em termos de qualidade de carne, pensando em boa deposição de gordura e em um produto que não prejudique a saúde das pessoas que a consomem, o uso de fêmeas jovens provenientes do cruzamento entre Angus e Nelore é mais indicado”, conclui Lenise, que ainda lembra dos demais nutrientes presentes na carne bovina. Ela contém a maior fonte de ferro entre os alimentos, mais que o feijão.</p>
<p>A descoberta é tamanha que a VPJ Alimentos, detentora de marcas próprias de cortes bovinos, suínos, cordeiro e frangos caipiras, decidiu permanecer abatendo, em sua maioria, fêmeas jovens com aquela composição sanguínea.</p>
<p>É deste trabalho que nasceu a tese de mestrado defendida por Lenise. Os resultados foram apresentados em congressos internacionais no Brasil e nos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Perfil de ácidos graxos no músculo <em>Longissimus</em> (contrafilé) de bovinos Angus x Nelore, em função da condição sexual</strong></p>
<table style="height: 678px;" width="658">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 191px;" rowspan="2">Ácido graxo (%)<sup>1</sup></td>
<td style="width: 504px;" colspan="4"><strong>Condição Sexual</strong></td>
<td style="width: 73px;"><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 105px;"><strong>Inteiro</strong></td>
<td style="width: 120px;"><strong>Castrado</strong></td>
<td style="width: 137px;"><strong>Imunocastrado</strong></td>
<td style="width: 109px;"><strong>Fêmea</strong></td>
<td style="width: 73px;"><strong><em>P </em></strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 191px;"><strong>AGS</strong></td>
<td style="width: 105px;">44,92</td>
<td style="width: 120px;">44,44</td>
<td style="width: 137px;">45,14</td>
<td style="width: 109px;">44,63</td>
<td style="width: 73px;">0,6486</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 191px;"><strong>AGMI</strong></td>
<td style="width: 105px;">41,56<sup>c</sup></td>
<td style="width: 120px;">44,21<sup>b</sup></td>
<td style="width: 137px;">43,95<sup>b</sup></td>
<td style="width: 109px;"><strong>45,77</strong><strong><sup>a</sup></strong></td>
<td style="width: 73px;">&lt;.0001</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 191px;"><strong>C16:1 cis 9 Palmitoleico</strong></td>
<td style="width: 105px;">2,02<sup>c</sup></td>
<td style="width: 120px;">3,08<sup>a</sup></td>
<td style="width: 137px;">2,55<sup>b</sup></td>
<td style="width: 109px;"><strong>2,94<sup>a</sup></strong></td>
<td style="width: 73px;">&lt;.0001</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 191px;"><strong>C18:1 n9c Oleico</strong></td>
<td style="width: 105px;">31,12<sup>c</sup></td>
<td style="width: 120px;">35,31<sup>ab</sup></td>
<td style="width: 137px;">34,25<sup>b</sup></td>
<td style="width: 109px;"><strong>35,65<sup>a</sup></strong></td>
<td style="width: 73px;">&lt;.0001</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 191px;"><strong>AGPI</strong></td>
<td style="width: 105px;">9,76<sup>a</sup></td>
<td style="width: 120px;">7,57<sup>b</sup></td>
<td style="width: 137px;">7,30<sup>b</sup></td>
<td style="width: 109px;">6,49<sup>b</sup></td>
<td style="width: 73px;">0,0001</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 191px;"><strong>CLA cis 9 trans 11</strong></td>
<td style="width: 105px;">0,30<sup>b</sup></td>
<td style="width: 120px;">0,30<sup>b</sup></td>
<td style="width: 137px;">0,36<sup>b</sup></td>
<td style="width: 109px;"><strong>0,42</strong><strong><sup>a</sup></strong></td>
<td style="width: 73px;">0,0006</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 191px;"><strong>Total n3</strong></td>
<td style="width: 105px;">1,93</td>
<td style="width: 120px;">1,77</td>
<td style="width: 137px;">1,55</td>
<td style="width: 109px;">1,64</td>
<td style="width: 73px;">0,1611</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 191px;"><strong>Total n6</strong></td>
<td style="width: 105px;">8,36<sup>a</sup></td>
<td style="width: 120px;">5,59<sup>b</sup></td>
<td style="width: 137px;">5,47<sup>b</sup></td>
<td style="width: 109px;"><strong>4,84</strong><strong><sup>b</sup></strong></td>
<td style="width: 73px;">&lt;.0001</td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 191px;"><strong>Relação n6/n3</strong></td>
<td style="width: 105px;">4,83<sup>a</sup></td>
<td style="width: 120px;">3,35<sup>bc</sup></td>
<td style="width: 137px;">3,69<sup>b</sup></td>
<td style="width: 109px;"><strong>3,05<sup>c</sup></strong></td>
<td style="width: 73px;">&lt;.0001</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-size: 8pt;">Médias seguidas de letras diferentes na mesma linha indicam que houve diferença estatística pelo Teste de Tukey (P&lt;0,01).</span></p>
<p><span style="font-size: 8pt;"><sup>1</sup>AGS: ácidos graxos saturados; AGMI: ácidos graxos monoinsaturados; AGPI: ácidos graxos poli-insaturados; CLA: ácido linoleico conjugado; n3: ômega 3; n6: ômega 6.</span></p>
<p>MAIS INFORMAÇÕES: <a href="http://www.vpjalimentos.com.br">www.vpjalimentos.com.br</a></p>
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